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13 March 2014

Pesquisa mostra que os grandes centros urbanos estão...

A vida hoje é caracterizada por uma avalanche de estímulos, diariamente somos bombardeados de informações nos ambientes presenciais e virtuais. Tudo isso, somado à correria dos grandes centros urbanos, está adoecendo os brasileiros. Essa é a principal conclusão de um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente - IPOM, que consultou cerca de duas mil pessoas, entre 20 a 50 anos, em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza, mostrando que sete em cada dez pessoas que moram em cidades com mais de dois milhões de habitantes, reconhecem que sentem com frequência sintomas que indicam algum tipo de transtorno psíquico. Desse percentual, 95% afirma sentir muito stress, 87% ansiedade em excesso, 72% declara ter insônia e outros problemas ligados ao sono, 68% depressão, 49% já sofreu ataques de pânico e 37% reconhece que tem agorafobia.

Segundo a psicoterapeuta e diretora do IPOM, Myriam Durante, esses dados evidenciam que a vida agitada nas grandes cidades precisa ser repensada, visando o equilíbrio mental de seus habitantes. Os moradores dos grandes centros não estão conseguindo lidar com isso. “As consequências para a saúde a médio e longo prazo podem ser devastadoras caso essas doenças não sejam tratadas”, alerta a especialista.

E justamente por estarem à mercê desse ambiente desfavorável, violência e crueldade têm deixado a população transtornada. O aumento no uso de medicamentos para stress, ansiedade, sono, e o uso de drogas como a cocaína, que no Brasil teve seu consumo mais que dobrado nos últimos 10 anos e já é quatro vezes superior à média mundial, também são dados preocupantes e que demonstram o quanto estamos doentes.

A psicoterapeuta destaca seis sintomas comuns nas pessoas que estão adoecidas. São eles: respiração curta e ofegante, mãos e pés úmidos e frios, músculos rígidos, alteração de sono, alteração de apetite e alteração da libido. “Recebo várias pessoas que só me procuram quando estão a ponto de explodir, quando já sentem mais do que esses seis sintomas principais. Eu digo: Mas por que demorou tanto? Elas respondem ‘Porque achei que estava bem’, ‘Porque achei que iria aguentar’.”

A pesquisa também revelou os agentes desses distúrbios mentais: 65% das pessoas culparam a superlotação e atrasos dos transportes públicos, 57% ao trânsito caótico, 48% ao excesso de tarefas desempenhadas durante o dia, 33% a longas jornadas de trabalho e 24% a pressão de prazos, horários e compromissos.


De que maneira podemos melhorar nossa saúde mental?

Primeiro precisamos aprender a nos desconectar e a relaxar, com a intenção de limpar e dissolver todos os incômodos do corpo e da mente. Uma das formas desse aprendizado é através da meditação. Segundo a profa. Maria José Piva Rocha Correa, da Palas Athena, “A prática da meditação reduz a atividade cerebral exagerada e diminui a pressão sanguínea, desacelera os batimentos cardíacos e o ritmo da respiração e do metabolismo, o que minimiza consideravelmente a ansiedade e a irritação, propiciando um estado de calma e serenidade benéfico à saúde e ao equilíbrio mental”.
O prof. Carlos Legal, da Palas Athena, completa que a qualidade do estado interno da pessoa obviamente pode trazer muitos benefícios, ensinando-a a lidar com toda essa complexidade da vida de hoje de uma forma mais lúcida e mais cuidadosa. “Mergulhar nesse universo interno da meditação é um instrumento para isso, pode ajudar a trazer sim esse nível de lucidez que a gente tanto precisa” finaliza Carlos. Dessa forma as pessoas podem melhorar a qualidade de vida e transformar o modo de pensar e agir.

Clique aqui para ouvir a entrevista da psicoterapeuta Myriam Durante sobre a pesquisa do IPOM.

Clique aqui para ouvir a entrevista do Prof. Carlos Legal sobre Atenção e Concentração nas Práticas Meditativas.